Grigorij Perelman é uma pessoa bastante interessante, recentemente lembrei-me de sua história. Este matemático russo ganhou a Medalha Fields em 2006 por provar a Conjectura de Poincaré, mas o que ele fez foi realmente diferente — ele não fez uma grande divulgação de suas realizações como outros vencedores.



O que é a Conjectura de Poincaré? Simplificando, é uma questão sobre espaços tridimensionais. Imagine um espaço fechado tridimensional, se ele não tiver buracos penetrantes, então ele é essencialmente equivalente a uma esfera tridimensional. Essa hipótese incomodou matemáticos por quase cem anos. Grigorij Perelman usou o fluxo de Ricci e a topologia geométrica para resolvê-la, tornando-se até agora a única das sete questões do Milênio a ser resolvida.

Mas a abordagem dessa pessoa foi realmente única. Ele não organizou nenhuma coletiva de imprensa, não fez palestras por aí, e nem submeteu seus trabalhos a periódicos acadêmicos tradicionais. Entre 2002 e 2003, Perelman publicou diretamente no arXiv uma série de artigos — um servidor de pré-publicações acessível livremente pelos matemáticos. Ele explicou detalhadamente seu processo de prova, esperando que o mundo inteiro de matemáticos verificasse.

A verificação levou vários anos, pois a prova era realmente muito complexa. Toda a comunidade matemática examinou cuidadosamente seu trabalho. Em 2010, ele recebeu o Prêmio do Milênio do Instituto de Matemática Clay e um prêmio de um milhão de dólares por essa conquista. Mas aqui está a parte mais louca — Grigorij Perelman recusou todas essas honras e o dinheiro. Ele disse uma frase muito famosa: “Por que eu precisaria de prêmios e dinheiro, quando sei como gerenciar o mundo?”

Por volta de 2005, ele deixou completamente a academia. Não participa de conferências, não publica novas pesquisas, não trabalha em universidades. Agora, Grigorij Perelman mora em São Petersburgo, levando uma vida bastante reclusa. Alguém o fotografou no supermercado, comprando comida barata e pagando em dinheiro. Ele não é casado, não tem filhos, e dizem que mora com a mãe em um apartamento em São Petersburgo. Raramente aparece na rua e não gosta de conversar com jornalistas.

Ele explica que deixou a academia por estar desiludido com a organização da comunidade matemática, além de não ter interesse em fama ou riqueza. Essa escolha é realmente rara na sociedade moderna.
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