Sempre que as ações tremem, surge algo chamado de índice de medo, conhecido como VIX, mas muitas pessoas ainda não sabem exatamente o que é. É uma ferramenta bastante intuitiva para entender o sentimento do mercado, mesmo assim.



O motivo pelo qual recebe o apelido de índice de medo é simples. O VIX é um índice de volatilidade calculado pela Bolsa de Opções de Chicago, nos Estados Unidos, e quantifica a volatilidade implícita das opções do S&P 500. Em outras palavras, representa numericamente o quanto os investidores esperam que o mercado oscile no futuro. Se o VIX estiver em 20, isso reflete a expectativa de que o S&P 500 se moverá dentro de uma faixa de mais ou menos 20% nos próximos 12 meses.

Quando o mercado está estável, o VIX tende a ficar baixo, mas, se a insegurança se espalhar, ele dispara. Isso acontece porque os investidores ficam nervosos e compram opções ou adotam estratégias de hedge. Portanto, quanto mais alto o índice de medo, mais inseguro o mercado está.

Geralmente, um VIX entre 15 e 20 é considerado normal, entre 20 e 30 é um aviso, e acima de 30 indica sinal de risco. Acima de 40, significa um estado extremo de medo, e, na crise do COVID-19 em 2020, chegou a atingir os 80. Por outro lado, se cair abaixo de 12, pode indicar que os investidores estão excessivamente otimistas, o que pode ser um sinal de que uma correção está por vir.

Um ponto interessante é que, após períodos de forte alta do VIX, muitas vezes o mercado de ações se recupera em 6 a 12 meses. O medo extremo pode ser uma oportunidade de compra a preços baixos. Especialistas financeiros usam esse comportamento para prever fundos de mercado.

Para usar o VIX nos investimentos, é preciso tomar alguns cuidados. Primeiro, não é possível investir diretamente no VIX, apenas por meio de futuros ou ETFs relacionados. Segundo, esses produtos geralmente usam alavancagem, o que aumenta os custos de rolagem e o risco de perdas. Terceiro, o índice de medo não prevê a direção do mercado, apenas sua volatilidade, ou seja, não indica se os preços subirão ou cairão.

Para uma análise mais precisa, deve-se considerar também a direção do índice S&P 500, a relação de calls e puts no mercado de opções, o índice de escore CBOE, entre outros indicadores. Comparar com índices como o índice de medo e ganância da CNN também ajuda.

No final, a volatilidade é tanto uma crise quanto uma oportunidade. Entender corretamente os momentos em que o índice de medo dispara e agir com timing adequado é a chave para o sucesso, mas sempre mantendo a cautela.
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