Trump concede entrevista à Axios: o poder presidencial "não tem limites", acabar com a guerra do Irã "salvará a economia global", Anthropic ainda não ameaça a segurança nacional

De acordo com a mídia estrangeira Axios, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, concedeu uma entrevista exclusiva na Casa Branca, discutindo questões importantes como Irã, Cuba, Israel e IA. Trump afirmou com orgulho que o acordo de cessar-fogo entre os EUA e o Irã, do qual foi facilitador, evitou uma grande depressão econômica global, e ao falar sobre o poder presidencial após a guerra, mostrou uma postura dura, afirmando que "não há restrições" para ele.
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  • Mediação centralizada para cessar-fogo, orgulho por evitar a "Grande Depressão Mundial"
  • Apontando ameaças de IA à segurança nacional, insinuando ações contra Cuba
  • Poder "sem restrições", estilo forte que assusta Wall Street

Com o cessar-fogo no Oriente Médio temporariamente suspenso, o poder e a reputação do presidente Donald Trump parecem atingir um novo pico. Segundo a última entrevista exclusiva da Axios, Trump concedeu uma entrevista de 45 minutos na Sala Roosevelt da Casa Branca ao repórter Marc Caputo, abordando temas centrais como o cessar-fogo com o Irã, a sobrevivência de Israel, a geopolítica de Cuba e a segurança nacional relacionada à inteligência artificial (IA), emitindo opiniões controversas e confiantes de postura dura. A entrevista não apenas revelou os últimos movimentos de Trump no cenário global, mas também expôs de forma franca sua percepção de que o "poder presidencial após a guerra" não possui limites.

Mediação centralizada para cessar-fogo, orgulho por evitar a "Grande Depressão Mundial"

Ao falar sobre o recente conflito entre Irã e EUA que causou grande impacto nos mercados globais, Trump avaliou altamente o acordo de cessar-fogo que facilitou. Ele afirmou aos jornalistas que, se não fosse sua intervenção firme e o acordo para acabar com a guerra com o Irã, o conflito poderia ter desencadeado uma "grande depressão mundial". Trump acredita que a expansão do conflito no Oriente Médio destruiria inevitavelmente as cadeias de energia e a ordem econômica global, e que suas ações conseguiram evitar essa crise destrutiva.

Além disso, ao falar sobre aliados no Oriente Médio, ele declarou sem rodeios: "Se não fosse eu, Israel hoje não existiria." Ele atribui isso à sua decisão decisiva de acabar com o acordo nuclear com o Irã (JCPOA), durante a era Obama, considerando-o um caminho perigoso para a obtenção de armas nucleares iranianas.

Apontando ameaças de IA à segurança nacional, insinuando ações contra Cuba

Além da situação no Oriente Médio, Trump também direcionou seu olhar para o jardim dos fundos dos EUA e para o campo de tecnologia de ponta. Quando questionado se os EUA poderiam agir rapidamente contra Cuba, como fizeram na crise da Venezuela, Trump respondeu de forma enigmática: "É possível." Ele explicou que, em comparação com o distante Irã, Cuba e Venezuela estão geograficamente muito próximas dos EUA, formando uma área de ataque estratégico de fácil execução ("hopscotch").

Por outro lado, em relação ao desenvolvimento de inteligência artificial, uma área de grande interesse na comunidade tecnológica, o repórter perguntou se o mais recente modelo da startup de IA Anthropic representava uma ameaça à segurança nacional dos EUA. A resposta de Trump foi enigmática, demonstrando sua imprevisibilidade habitual: "Agora não, mas uma semana atrás talvez." Essa declaração sugere que o governo Trump mantém uma vigilância e uma avaliação dinâmica e elevada sobre o desenvolvimento de tecnologias de IA de ponta.

Poder "sem restrições", estilo forte que assusta Wall Street

A parte mais marcante da entrevista foi a interpretação de Trump sobre seu próprio poder. Quando questionado se, após uma série de decisões pós-guerra, ele via limites ao poder presidencial, Trump respondeu de forma clara e direta: "Não há restrições." Ele até acrescentou com confiança: "Ainda não aprendi essa lição. Sei que há limites, mas na prática, não há."

A Axios destacou na reportagem que essa autoconfiança extrema, conhecida como "teoria do grande homem" (Great Man theory), evidencia o estilo de liderança forte de Trump, que não segue as regras convencionais no palco internacional. Para os mercados financeiros tradicionais e a emergente indústria de criptomoedas, um presidente dos EUA que acredita que seu poder não possui limites significa que as futuras políticas econômicas e estratégias geopolíticas serão marcadas por maior volatilidade imprevisível e potencial de oportunidades.

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