Coisa interessante - muitos de nós, que nos interessamos por Bitcoin, na verdade não conhecemos o nome da pessoa que teve um papel fundamental na sua história. Hal Finney. Já ouviu falar nele?



No início de fevereiro de 2009, apenas 9 dias após Satoshi Nakamoto lançar o Bitcoin, aconteceu algo decisivo. Satoshi enviou 10 BTC a alguém que se tornou o primeiro destinatário na rede. Essa pessoa foi exatamente Hal Finney. Naquela altura, havia apenas duas pessoas na rede - Satoshi e Finney. Hoje, o Bitcoin tem uma capitalização de mercado superior a um trilhão de dólares. Mas tudo começou como um diálogo entre duas mentes brilhantes.

Finney não foi apenas um observador passivo. Tinha 53 anos quando leu o whitepaper do Bitcoin e imediatamente entendeu o que estava acontecendo. Baixou o software, começou a experimentar com ele e ajudou Satoshi no desenvolvimento e na correção de erros. Suas contribuições foram críticas para a sobrevivência do projeto. Mas no mesmo ano, ele foi atingido por uma doença - esclerose lateral amiotrófica. Aos poucos, seu corpo começou a falhar.

Aqui a história fica ainda mais interessante. Em 2004, quatro anos antes do Bitcoin, Finney criou um sistema chamado RPOW. Ele resolveu exatamente o mesmo problema que Satoshi viria a abordar posteriormente - como evitar o gasto duplo de dinheiro digital sem uma autoridade central. Hal Finney foi, portanto, um verdadeiro pioneiro na criptografia.

Mas então surge a grande questão que fascina a comunidade até hoje. Hal Finney foi o próprio Satoshi Nakamoto? Finney negou isso durante sua vida. Em 2013, quase paralisado, escreveu em um fórum: não sou Satoshi. Também divulgou suas conversas com Satoshi para confirmar. Mas coisas interessantes aconteceram depois. A Newsweek, em 2014, afirmou que Satoshi era um homem americano-japonês chamado Dorian Nakamoto, de Temple City. E sabe de uma coisa? Hal Finney morava na mesma cidade, a poucos quarteirões dele. Coincidência? Além disso, Satoshi desapareceu completamente da vista em 2011, exatamente quando o estado de saúde de Finney piorou significativamente.

Finney faleceu em 28 de agosto de 2014. Mas seu corpo não desapareceu - foi levado para uma instalação de criogenia no Arizona, onde está armazenado em nitrogênio líquido. Parte dos custos da criogenia foi paga pelo próprio Bitcoin. Ele espera na escuridão pelo momento em que a tecnologia do futuro possa trazê-lo de volta à vida.

Hoje, mais de 11 anos após sua morte, muitas pessoas não o conhecem. Mas na comunidade do Bitcoin, Hal Finney é lembrado como um OG - Original Gangster - um verdadeiro pioneiro que ajudou a criar um sistema que mudou o mundo. Seja Satoshi ou não, uma coisa é certa: seu legado vive em cada bloco da blockchain. O Bitcoin, sem ele, não seria o que é hoje.
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