Interessante como Ricardo Salinas tenha completamente repensado a sua estratégia de proteção patrimonial nos últimos anos. Este tipo de pessoa não é qualquer um - fundador do Grupo Salinas e à frente da TV Azteca, uma das maiores entidades mediáticas do México e do mundo hispânico. No entanto, decidiu revolucionar a sua abordagem aos investimentos.



Acredita que em 2020 tinha alocado 10% da sua carteira líquida em Bitcoin, já uma jogada considerável para alguém do seu calibre. Mas o que realmente é interessante é o que aconteceu depois. Em 2022, Ricardo Salinas dobrou a aposta: 60% da sua carteira líquida foi investida em Bitcoin e ativos relacionados. Ele não faz as coisas pela metade.

O que impressiona na sua visão é como ela é motivada. Para Salinas, o Bitcoin é literalmente o ouro do mundo moderno - mais portátil, mais líquido, mais prático do que o ouro físico. Ele também classificou os títulos de dívida como investimentos verdadeiramente assustadores, preferindo bens tangíveis como petróleo, gás e ouro para o restante da alocação. É uma posição muito coerente com quem vê a inflação como uma ameaça séria e não quer depender de interferências governamentais.

O que torna Ricardo Salinas uma figura significativa na adoção global do Bitcoin entre os bilionários é essa sua profunda convicção no potencial revolucionário da tecnologia. Ele não a vê apenas como um ativo, mas como uma ferramenta para democratizar o acesso aos serviços financeiros e desafiar o sistema tradicional. Quando alguém com seu peso econômico e mediático assume essas posições, a mensagem chega forte e clara ao mercado.
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