Acabei de ouvir uma história de um rapaz sueco bastante interessante sobre diferenças culturais. Fez-me refletir bastante sobre a forma como eu e as pessoas ao meu redor avaliam o valor das pessoas.



A história começa com um encontro na Suécia. Este rapaz estava sentado com uma rapariga, que lhe perguntou sobre os filmes favoritos, os livros que tinha lido, os países que tinha visitado. Mas o estranho foi—ela não perguntou o que ele fazia para ganhar a vida. Normalmente, na cultura dele, essa é a primeira pergunta que as pessoas fazem. Curioso, ele perguntou-lhe diretamente: "Por que não me perguntas sobre o meu trabalho?"

A resposta dela foi realmente especial: "Se eu te perguntar sobre o teu trabalho, estou a perguntar indiretamente sobre a tua posição social e o teu dinheiro. Isso é muito rude. Estou aqui para descobrir quem tu és, não para saber quanto ganhas."

Essas palavras fizeram-o perceber uma coisa. Na sociedade em que cresceu, até mesmo nos relacionamentos pessoais, existe um sistema de classes invisível. O amor, a amizade, até mesmo o respeito, dependem do trabalho e da renda de uma pessoa. Tudo parece uma troca.

Alguns dias depois, o rapaz sueco encontrou um engenheiro de construção. Durante a conversa, o engenheiro falou do seu filho. Ele perguntou curioso: "O teu filho também é engenheiro?" O engenheiro sorriu: "Não, o meu filho é um pedreiro, um trabalhador da construção." Ele ficou chocado. Na cultura dele, um filho de um engenheiro deve seguir uma carreira semelhante, geralmente mais elevada. Ele disse: "Na minha terra, os pais sempre incentivam os filhos a tornarem-se engenheiros."

Mas a resposta do engenheiro foi realmente profunda: "O meu filho é um pedreiro excelente. Por que eu gostaria que ele se tornasse um engenheiro medíocre, quando ele pode ser um pedreiro maravilhoso? Ele ama o que faz, e eu tenho orgulho nele."

Estas duas histórias fizeram-no pensar novamente. Em muitas sociedades, um "bom pedreiro" é considerado inferior a um "engenheiro ruim." Mas na Suécia, o que chamamos de sucesso não é o cargo ou o salário—é a felicidade, a paixão, e fazer bem aquilo que se ama.

Acho que esta é uma grande lição para todos nós. Costumamos medir o valor das pessoas pelo trabalho e pelo dinheiro. Mas, na verdade, o verdadeiro valor está em valorizar alguém pelo que ela é, não pelo que faz. Relações significativas—seja amor ou amizade—devem ser construídas com base na compreensão e no respeito mútuo, não na posição social ou na escada social.

Só quando quebrarmos esses sistemas invisíveis de classes, poderemos criar um mundo onde as pessoas sejam valorizadas pela sua autenticidade e felicidade.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
  • Recompensa
  • Comentar
  • Republicar
  • Partilhar
Comentar
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Nenhum comentário
  • Fixar