Acabei de ver uma senhora no mercado, vestindo um vestido de flores, agachada no chão escolhendo pepinos.


Ela pegava um a um, primeiro olhava o comprimento, depois tocava na espessura, e por fim, aproximava-se do nariz para cheirar.
O senhor que vendia legumes ao lado não conseguiu se segurar e disse: “Senhora, esses pepinos foram colhidos de manhã, estão bem fresquinhos.”
A senhora ficou vermelha, deixou o pepino de lado, e pegou uma abobrinha ao lado.
Pensei comigo, essa abobrinha é ainda mais impressionante, a textura, o comprimento.
De fato, ela apertou a abobrinha, um leve sorriso surgiu nos cantos da boca, e colocou-a na sacola de compras.
Na hora de pagar, o senhor de repente disse: “Lembre-se de descascar quando chegar em casa, senão vai se machucar.”
A senhora ficou parada por três segundos, enfiou a abobrinha na sacola, e foi embora sem olhar para trás.
Eu segurei o riso, olhando para a berinjela na minha mão, que já segurava há dez minutos.
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