Muitas pessoas elogiam o nascer do sol, considerando-o um símbolo de esperança e começo; mas o que realmente toca as pessoas, muitas vezes, é o pôr do sol e o crepúsculo. O nascer do sol representa possibilidades, o pôr do sol representa realização. O primeiro pertence ao futuro, o segundo ao sedimentado. No nascer do sol, o sol acaba de surgir, o mundo começa a funcionar, as pessoas correm em direção aos seus objetivos. Há muitas direções, por isso, na verdade, não há senso de direção. No pôr do sol, o percurso de um dia já foi completado. Pássaros voltam ao ninho, as pessoas voltam para casa, a luz atravessa as nuvens, liberando de uma só vez as cores acumuladas ao longo do dia. Não é que comece a brilhar, mas que reflete toda a luz que percorreu o caminho até aqui.


A vida é assim também. Na juventude, como o nascer do sol, temos força, oportunidades e possibilidades ilimitadas, mas o coração muitas vezes está confuso, sem saber para onde o caminho leva. Após a meia-idade, tendo passado por perdas e ganhos, sucessos e fracassos, o sentido da direção começa a ficar claro, sabendo o que vale a pena buscar, o que deve ser deixado para trás. Aqueles que realmente têm profundidade, muitas vezes, não brilham mais na juventude, mas só após o sedimentar dos anos, começam a mostrar seu brilho lentamente.
Por isso também: Não diga que o fim do outono e do salgueiro é tarde demais, pois a luz do crepúsculo ainda enche o céu.
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