ETFs de Bitcoin reproduzem a mesma alta e queda do ouro, diz analista da Bloomberg

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Bloomberg Senior ETF Analyst Eric Balchunas afirmou na sexta-feira que os fundos de bitcoin negociados em bolsa (ETFs) podem seguir a mesma trajetória de euforia e queda acentuada vista nos ETFs de ouro, com ganhos explosivos dando lugar a declínios e períodos prolongados de estagnação. Balchunas argumentou que, em ambos os casos, trata-se de envoltórios de “armazenamentos de valor” que não rendem, não geram fluxo de caixa e fazem o sentimento do investidor dirigir o desempenho, em vez de lucros ou apoio do governo. A análise surge enquanto o IBIT da BlackRock, o maior ETF spot de bitcoin do mundo, administra aproximadamente US$ 60 bilhões em ativos, bem abaixo dos US$ 100 bilhões que ele atingiu brevemente em outubro, quando o bitcoin subiu à máxima histórica.

Balchunas compara ETFs de Bitcoin com a estrutura orientada por sentimento dos ETFs de Ouro

Balchunas escreveu em uma publicação no X que tanto os ETFs de bitcoin quanto os de ouro são “envoltórios de armazenamentos de valor que não rendem, que não geram fluxo de caixa, deixando o sentimento do investidor — e não resultados, cupons ou apoio do governo, como ocorre com ações e títulos — para impulsionar o desempenho”. O analista acrescentou que a expansão limitada tanto da oferta de bitcoin quanto a de ouro pode se traduzir em uma demanda em alta que produz “explosões de preço”, embora essa demanda possa ser volúvel, chegando em ondas em vez de crescer de forma constante.

Ativos do IBIT contraem para US$ 60 bilhões a partir do pico de outubro

O iShares Bitcoin Trust (IBIT) da BlackRock atualmente administra cerca de US$ 60 bilhões em ativos. Balchunas disse que o fundo ficou acima do patamar de oferta de AUM de US$ 100 bilhões por apenas algumas horas em outubro. Os ativos do IBIT contraíram junto com o preço do bitcoin, que na sexta-feira era negociado perto de US$ 63.000, em queda de aproximadamente 30% neste ano e de cerca de 50% em relação ao recorde de outubro.

Fundo GLD levou oito anos para se recuperar após o pico de 2011

Balchunas comparou o tempo breve do IBIT acima de US$ 100 bilhões com a alta do SPDR Gold Trust (GLD) em 2011, quando o fundo de ouro ultrapassou rapidamente o SPY para se tornar o maior ETF do mundo. “Sinto uma paralela espiritual [between] GLD e IBIT”, disse, observando que, depois que o GLD disparou em 2011, ele passou “oito anos em um período de marasmo” tentando voltar àquele patamar. Balchunas disse que, embora o fundo GLD tenha sofrido com anos de demanda mais fraca, “cada ciclo de ETFs de ouro elevou a máxima histórica”. O GLD, ETF de ouro da State Street, começou a ser negociado em 2004.

![GLD fund performance chart](https://www.tbstat.com/wp/uploads/2026/07/Screenshot-2026-07-17-at-11.35.04 AM.png) Desempenho do fundo GLD. Fonte: Bloomberg Analyst Eric Balchunas.

AUM de criptoativos da BlackRock cai 40% ano contra ano

O recuo mais amplo do mercado de cripto pesou sobre o negócio geral de criptoativos da BlackRock. A empresa informou nesta semana que seu AUM de criptoativos no segundo trimestre caiu cerca de 40% ano contra ano, para aproximadamente US$ 49 bilhões, ante quase US$ 80 bilhões, refletindo principalmente quedas acentuadas nos preços do bitcoin e do ether. O ouro spot foi negociado perto de US$ 4.000 por onça na sexta-feira, caindo cerca de 7% no acumulado do ano, mas ainda cerca de 19% acima nos últimos 12 meses.

ETFs de Bitcoin e Ether dos EUA registram entradas líquidas semanais

Preços mais fracos e o sentimento do investidor pesaram sobre os fluxos de ETFs de cripto. A tendência desacelerou na semana passada, quando os ETFs spot de bitcoin e ether nos Estados Unidos registraram pela primeira vez entradas líquidas semanais desde o início de maio.

FAQ

O que Eric Balchunas disse sobre ETFs de Bitcoin na sexta-feira?
Bloomberg Senior ETF Analyst Eric Balchunas afirmou na sexta-feira que os ETFs de Bitcoin podem seguir a mesma trajetória de euforia e queda dos ETFs de ouro, com ganhos explosivos dando lugar a declínios e períodos prolongados de estagnação, porque ambos são armazenamentos de valor que não rendem e são impulsionados pelo sentimento do investidor, em vez de fluxo de caixa.

Quanto de ativos o IBIT da BlackRock gerencia atualmente?
O IBIT da BlackRock atualmente gerencia aproximadamente US$ 60 bilhões em ativos, abaixo dos US$ 100 bilhões que ele atingiu brevemente em outubro, quando o bitcoin subiu à máxima histórica. Balchunas disse que o fundo ficou acima do patamar de US$ 100 bilhões por apenas algumas horas.

O que aconteceu com o AUM de criptoativos da BlackRock no segundo trimestre?
A BlackRock informou nesta semana que seu AUM de criptoativos no segundo trimestre caiu cerca de 40% ano contra ano, para aproximadamente US$ 49 bilhões, ante quase US$ 80 bilhões, refletindo principalmente quedas acentuadas nos preços do bitcoin e do ether.

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