Durante o período de 09:30 às 09:45 UTC de 2 de julho de 2026, o BTC obteve um retorno de +0,78% em 15 minutos, subindo de 60.610,3 USDT para 61.205,5 USDT, com amplitude de 0,98%. Esse período ocorreu no início da sessão asiática, em ambiente de baixa liquidez, onde a sensibilidade do preço a mudanças na pressão de compra e venda aumenta, ampliando significativamente a volatilidade do mercado.
O principal impulsionador desse movimento foi um short squeeze. Dados mostram que, nas 24 horas entre 1º e 2 de julho, as liquidações de posições vendidas totalizaram US$ 79,92 milhões, representando 85,6% do total de liquidações, sendo que em 1º de julho a participação de vendidos chegou a 88,3%. Após o preço se recuperar da mínima de US$ 58.649,87, desencadeou liquidações forçadas de grandes posições vendidas, formando um ciclo de feedback positivo de "fechamento de posições vendidas → compra do ativo → aumento de preço → mais liquidações de vendidos", ampliando os ganhos de preço em um período de baixa liquidez.
Em segundo lugar, o suporte técnico também contribuiu — a zona de suporte chave de US$ 57.700 a US$ 58.000 foi mantida após múltiplos testes no final de junho e início de julho, com o preço apresentando uma característica de "quebra de mínima seguida de alta", atraindo traders seguidores de tendência para comprar. No entanto, é preciso notar que os fluxos de ETF continuam sob pressão: a saída líquida de US$ 4,5 bilhões em junho foi o pior mês desde o lançamento em janeiro de 2024, com uma saída líquida acumulada de US$ 2,21 bilhões em 7 dias, refletindo a fraca demanda institucional. Ao mesmo tempo, a atividade on-chain está em mínimas históricas, com baleias aumentando a atividade em exchanges, possivelmente reduzindo posições durante o rali, gerando potencial pressão de venda.
A sustentabilidade do atual rali ainda precisa ser observada, com suporte no nível psicológico de US$ 60.000 e resistência na máxima anterior de US$ 60.829,91 como referências chave de curto prazo. Cuidado com o risco de recuo devido à contínua saída de ETFs e à fragilidade da liquidez.