Mensagem do Gate News, 16 de abril — O executivo-chefe de investimentos em renda fixa da Franklin Templeton, Sonar Desai, argumentou que o dólar dos EUA permanecerá a moeda preferida do mundo, apesar do aumento da fiscalização sobre sua posição dominante. Em um relatório, Desai apresentou três pilares que sustentam o status do dólar: o tamanho da maior economia do mundo, a profundidade de mercado e a credibilidade institucional.
Desai afirmou que nenhuma alternativa crível existe atualmente e que construir a infraestrutura institucional necessária para sustentar uma moeda alternativa exigiria décadas. Embora alguns analistas sugiram que o euro, o ouro e os ativos digitais poderiam se tornar fortes concorrentes para o papel de ativo reserva preferencial, Desai contrapôs que o verdadeiro concorrente do dólar ainda não surgiu. Ela observou que a zona do euro não consegue emitir um ativo seguro unificado com escala suficiente.
De acordo com dados do levantamento trienal de 2025 do Bank for International Settlements, o dólar responde por 89% das negociações de câmbio estrangeiro de balcão. Desai caracterizou a fraqueza atual do dólar como cíclica, e não estrutural. Com base em uma taxa real ponderada pelo comércio, o dólar continua bem acima das mínimas de meados da década de 1990 e do fim dos anos 2000 — um patamar compatível com seu status como moeda de reserva global.