De acordo com analistas de metais preciosos da Heraeus, os preços do ouro têm permanecido presos entre US$ 3.950 e US$ 4.200 por onça desde a reunião do Federal Reserve de 17 de junho, com os participantes do mercado dando prioridade a preocupações geopolíticas em vez de indicadores econômicos positivos. Apesar de três divulgações consecutivas — PCE, CPI e PPI — terem ficado abaixo das expectativas em junho, o que normalmente ajudaria o ouro, os mercados estão focados em novas tensões do conflito EUA-Irã e no potencial de interrupções no Estreito de Ormuz. O CPI (principal) caiu de 4,2% em maio para 3,5% em junho, mas o risco geopolítico contínuo limitou a alta do ouro; o ouro à vista foi negociado a US$ 4.009,76 na última sessão.
Enquanto isso, as restrições de importação de prata da Índia, em meados de maio, criaram uma escassez de oferta doméstica, elevando prêmios locais para US$ 6,50 por onça — mais de 10% acima dos preços de referência — apesar de uma demanda fraca. As importações de prata despencaram para apenas 1,0 milhão de onças em maio e em junho, tanto em um mês quanto no outro, abaixo de 84% na comparação anual (ano contra ano) e mais de 90% abaixo da média dos últimos cinco anos, após o governo elevar os impostos de importação para 15% e apertar as regras para incluir prata em grãos e pó. A prata à vista foi negociada por último a US$ 56,962 por onça, alta de 1,90% na sessão.