As ações da Coreia do Sul entraram em território de sobrevenda técnica em 13 de julho, após o índice KOSPI cair 64,91 pontos para 7.412,03, registrando uma queda de mais de 20% em relação ao seu pico recente registrado no mês passado, segundo a Samsung Securities. O analista Yoo Seung-min atribuiu a queda a preocupações com uma bolha de investimentos em inteligência artificial, e não a problemas de oferta de ETFs negociados por meio de alavancagem. A queda é considerada incomum, dado que outros mercados acionários permanecem relativamente estáveis e as condições macroeconômicas globais estão sólidas.
Samsung Securities identifica preocupações com bolha de IA como principal motor
O analista da Samsung Securities, Yoo Seung-min, afirmou que o motivo central da fraqueza do mercado de ações coreano são as preocupações com uma bolha de investimentos em IA, e não ETFs alavancados ou outros fatores de oferta. Yoo observou que a desvalorização da relação preço/lucro dos mercados de ações mais concentrados em tecnologia, incluindo Coreia e Estados Unidos, vem ocorrendo desde o início do ano, descrevendo isso como um fenômeno típico observado nas fases finais do ciclo de mercado de alta. O analista esclareceu que essa desvalorização reflete cautela do mercado com bolhas de investimentos em IA, e não deterioração dos fundamentos, com o resultado final dependendo de ajustes nos lucros corporativos.
Exportações de semicondutores da Coreia atingem máximas recordes em 10 de julho
As exportações de semicondutores da Coreia registraram a maior taxa de crescimento de todos os tempos em 10 de julho, segundo dados aduaneiros citados pela Samsung Securities. Yoo Seung-min destacou que os dados de exportação da Coreia funcionam como um indicador macroeconômico de rápida atualização para os mercados globais de ações, sendo o crescimento das exportações de semicondutores especialmente importante diante das preocupações com o pico dos investimentos em IA. Com base no desempenho recorde das exportações, o analista concluiu que o debate sobre um pico de investimentos em IA ainda não se materializou na realidade.
KOSPI entra em zona de sobrevenda técnica após queda de 20%
O KOSPI caiu mais de 20% em relação ao seu pico registrado no mês passado, marcando a maior queda desde setembro de 2011, quando o índice recuou aproximadamente 26% devido ao rebaixamento do rating de crédito dos EUA e à crise fiscal europeia, excluindo a queda de 35% durante a pandemia de COVID-19 em 2022. Desde a crise financeira de 2008, o KOSPI já caiu 20% ou mais a partir do seu recorde de 52 semanas em cinco ocasiões no total. Yoo Seung-min afirmou que o mergulho recente das ações coreanas é resultado de erros de previsão e reação exagerada, com o mercado tendo entrado em território de sobrevenda técnica. De acordo com indicadores internos que medem o sentimento de investidores no mercado do KOSPI, o índice vem repetindo venda em pânico e compra em pânico desde o fim da semana passada, formando uma linha típica de suporte. O analista recomendou manter uma postura de risco (risk-on) para a estratégia de alocação global de ativos e usar a queda de curto prazo das ações coreanas como uma oportunidade para aumentar a exposição.
FAQ
O que fez o KOSPI entrar em território de sobrevenda em 13 de julho?
O KOSPI entrou em território de sobrevenda técnica em 13 de julho após cair 64,91 pontos para 7.412,03, impulsionado por preocupações com uma bolha de investimentos em inteligência artificial, e não por problemas de oferta de ETF alavancados, segundo o analista da Samsung Securities, Yoo Seung-min.
Como ficaram as exportações de semicondutores da Coreia em 10 de julho?
As exportações de semicondutores da Coreia registraram a maior taxa de crescimento de todos os tempos em 10 de julho, segundo dados aduaneiros citados pela Samsung Securities, indicando que as preocupações sobre o pico dos investimentos em IA ainda não se materializaram na realidade.
Como a queda atual do KOSPI se compara a quedas históricas?
A queda do KOSPI de mais de 20% em relação ao seu pico recente é a maior desde setembro de 2011, quando o índice caiu aproximadamente 26% devido ao rebaixamento do rating de crédito dos EUA e à crise fiscal europeia, excluindo a queda de 35% durante a pandemia de COVID-19 em 2022.