As ações da Microsoft lideram as quedas entre as sete gigantes da tecnologia, com gastos de capital do FY2026 próximos de US$ 190 bilhões.

A ação da Microsoft (MSFT) fechou em queda de 3,5% em 25 de junho, acumulando uma desvalorização de 21,6% no mês até o momento. A Microsoft é a ação de pior desempenho entre as sete gigantes da tecnologia em junho. De acordo com o analista Ishan Majumdar, da Baptista Research, a expectativa de gastos de capital da Microsoft para o ano fiscal de 2026 já se aproxima de US$ 190 bilhões, um crescimento de mais de 60% em relação ao ano anterior.

Queda de 21,6% da Microsoft em junho é a pior desde 2000

Segundo dados do Dow Jones Market, a queda de 21,6% da Microsoft em junho é o pior desempenho para o mês desde 2000. Na quinta-feira, a MSFT ficou em 485º lugar entre os 503 componentes do S&P 500, com queda de 3,5%.

O Roundhill Magnificent Seven ETF, que acompanha as sete gigantes da tecnologia, entrou em território de correção na terça-feira, definido como uma queda de pelo menos 10% em relação ao pico recente. Quatro empresas — Alphabet, Amazon, Meta e Microsoft — devem investir um total de US$ 700 bilhões em IA este ano.

Baptista Research: Expectativa de gastos de capital da Microsoft para o ano fiscal de 2026 é de quase US$ 190 bilhões

Ishan Majumdar, da Baptista Research, disse ao MarketWatch que a expectativa de gastos de capital da Microsoft para o ano fiscal de 2026 já se aproxima de US$ 190 bilhões, um crescimento de mais de 60% em relação ao ano anterior, enquanto o fluxo de caixa livre no mesmo período cai cerca de 10%. O mercado está reavaliando o posicionamento da Microsoft, que passa de "empresa de crescimento de fluxo de caixa" para "empresa intensiva em infraestrutura".

Majumdar observa que investidores que possuíam a Microsoft como um ativo de fluxo de caixa livre "agora são solicitados a pagar por um ciclo intensivo em capital que não haviam previsto". O analista Yi Fu Lee, da Benchmark, disse ao MarketWatch que a pressão sobre as ações da Microsoft está relacionada ao sentimento geral de fraqueza do mercado, com investidores digerindo o tamanho e o cronograma dos retornos dos enormes investimentos em IA.

Analista da Benchmark: Microsoft ainda tem fluxo de caixa livre positivo, relação P/L esperada de apenas cerca de 22 vezes

Yi Fu Lee afirma que a Microsoft ainda "possui um fluxo de caixa livre positivo e estável", e a estratégia da empresa está focada no crescimento de longo prazo. Ele considera que a Microsoft continua sendo uma das "melhores formas" de investir em IA, e a fraqueza atual é uma boa oportunidade de compra para investidores.

Majumdar também diz que "os fundamentos permanecem intactos" e explica que a relação preço/lucro esperada da Microsoft é de cerca de 22 vezes, abaixo da mediana do setor, que é de 32 vezes. Ele afirma: "A venda atual é mais uma reavaliação do caminho dos lucros futuros do que uma rejeição da empresa em si."

Perguntas Frequentes

Qual é a causa principal da queda contínua das ações da Microsoft em junho?

De acordo com dois analistas, o motivo principal é que os investidores estão digerindo o tamanho e o cronograma dos retornos dos enormes gastos de capital em IA. A Baptista Research aponta que a expectativa de gastos de capital da Microsoft para o ano fiscal de 2026 chega a quase US$ 190 bilhões (alta de mais de 60% ano a ano), enquanto o fluxo de caixa livre cai cerca de 10% no mesmo período, levando o mercado a reavaliar sua lógica de valuation.

Como está a avaliação da Microsoft em comparação com o setor?

Majumdar, da Baptista Research, indica que a relação preço/lucro esperada da Microsoft é de cerca de 22 vezes, abaixo da mediana do setor, de 32 vezes. Ele afirma que essa diferença de valuation "não pode ser ignorada" e considera que a venda atual é uma reavaliação do caminho dos lucros futuros, e não uma negação dos fundamentos da empresa.

Qual foi o desempenho geral das sete gigantes da tecnologia em junho?

Segundo dados do Dow Jones Market, todas as sete gigantes da tecnologia caíram em junho, com a Microsoft registrando a maior queda, de 21,6%. O Roundhill Magnificent Seven ETF, que acompanha essas ações, entrou em território de correção na terça-feira (queda de mais de 10% em relação ao pico recente).

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