De acordo com o Financial Times, citando duas fontes informadas em 2 de julho, o CEO da OpenAI, Sam Altman, propôs ao governo Trump a ideia de ceder 5% das ações da empresa. Essa estrutura não se limita a uma concessão unilateral da OpenAI, mas sugere que a Casa Branca, por meio de um único veículo de investimento governamental, detenha simultaneamente 5% das ações de cada uma das principais desenvolvedoras de IA dos EUA, podendo incluir Anthropic e Google.
Segundo a reportagem do Financial Times, a proposta de Altman não é uma cessão unilateral da OpenAI, mas sim uma estrutura maior: a Casa Branca, por meio de um único veículo de investimento governamental, detém 5% das ações de cada uma das principais desenvolvedoras de IA dos EUA. Em outras palavras, Anthropic, Google e Meta podem ser incluídas no plano.
Altman já havia apresentado uma ideia semelhante ao governo Trump em 2025 e, em abril deste ano, foi além ao propor a criação de um "fundo de riqueza pública" para deter ativos do crescimento de empresas de IA e depois distribuir os benefícios econômicos ao público. O Financial Times observa claramente que, por se tratar de uma proposta unilateral, ainda não se sabe se as empresas mencionadas concordarão em participar.
Segundo a reportagem, esta não é a primeira vez que o governo Trump investe diretamente em empresas privadas. O histórico de participação acionária do governo dos EUA em empresas privadas é o seguinte:
Intel: Em agosto do ano passado, o governo dos EUA investiu US$ 8,9 bilhões em ações ordinárias da Intel em troca de 10% de participação; Trump declarou publicamente este ano que deveria ter exigido uma fatia maior na época.
IBM: O governo também já investiu na IBM.
Empresas de computação quântica: Várias empresas de computação quântica já receberam investimentos do governo.
Empresas de minerais críticos: Várias empresas de minerais críticos já receberam investimentos do governo.
Trump descreveu esse tipo de "participação estatal" como "algo lindo", que permitiria que os americanos se tornassem "parceiros nessa revolução da IA".
Segundo a reportagem, os modelos mais avançados da Anthropic, Mythos e Fable, foram suspensos no mês passado devido a diretrizes de controle de exportação do Departamento de Comércio dos EUA; o Departamento de Comércio suspendeu as restrições em 30 de junho de 2026, e a Anthropic restaurou o acesso aos modelos em 1º de julho. Nesse contexto de tensão regulatória e geopolítica, permitir que o governo "compre participação" em vez de simplesmente aceitar "regulação" é visto por alguns players do setor como uma forma de obter margem de manobra nas políticas.
Segundo a reportagem, a NVIDIA anunciou em 5 de julho de 2026 um novo modelo de negócios, que por meio de um mecanismo de "compartilhamento de receita e suporte de crédito" vincula diretamente os interesses com operadoras de infraestrutura de IA de médio e pequeno porte, como Sharon AI e Firmus. A NVIDIA fornece suporte financeiro a clientes downstream, garantindo que eles tenham capacidade contínua de comprar chips e expandir data centers.
Esse movimento, juntamente com a proposta de participação governamental da OpenAI, aponta para a mesma tendência: os provedores de capital na cadeia da indústria de IA (sejam governos ou gigantes de chips) estão cada vez mais envolvidos na estrutura financeira das empresas downstream.
De acordo com a reportagem do Financial Times, o CEO da OpenAI, Sam Altman, propôs ceder 5% das ações da empresa ao governo Trump; com base na avaliação recente da OpenAI após uma rodada de captação de US$ 852 bilhões, essa participação vale aproximadamente US$ 42,6 bilhões.
Segundo a reportagem do Financial Times, a estrutura proposta por Altman sugere que a Casa Branca, por meio de um único veículo de investimento governamental, detenha simultaneamente 5% das ações das principais desenvolvedoras de IA dos EUA, como Anthropic, Google e Meta; no entanto, o Financial Times também aponta que ainda não está claro se essas empresas mencionadas concordarão em participar, e a proposta permanece em fase de negociação até o momento da reportagem.
Segundo a reportagem, o governo dos EUA investiu US$ 8,9 bilhões em ações ordinárias da Intel em agosto do ano passado em troca de 10% de participação; o governo também já investiu na IBM, em várias empresas de computação quântica e em empresas de minerais críticos.
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