De acordo com a BeInCrypto, os Emirados Árabes Unidos devem sair da OPEP e da OPEP+ em até 48 horas a partir de 1º de maio, marcando o fim de mais de 50 anos de uma política de petróleo coordenada no Oriente Médio. Dirigentes seniores do Consórcio BRICS+ confirmaram a mudança exclusivamente ao veículo, com o Dr. Ebrahim D. Mello afirmando que os Emirados Árabes Unidos ganharão a capacidade de produzir mais petróleo de forma independente, fora das limitações de cotas do cartel.
A ruptura reflete meses de aumentos de produção por parte dos Emirados Árabes Unidos e da Arábia Saudita acima das cotas aprovadas pela OPEP. O motivo imediato é estratégico: os Emirados Árabes Unidos querem expandir agressivamente em petróleo, gás, petroquímicos e energia de baixo carbono, sem restrições de cotas. Analistas de mercado de petróleo alertam que a saída vai reduzir a coordenação e aumentar a imprevisibilidade, especialmente em meio ao aumento das tensões geopolíticas em torno do Estreito de Ormuz e aos esforços dos EUA para estender um bloqueio contra o Irã. Os preços do petróleo Brent já subiram para US$ 115, níveis vistos pela última vez em 2022.