Mensagem do Gate News, 17 de abril — O CEO da Circle, Jeremy Allaire, previu recentemente que a China poderá lançar uma stablecoin indexada ao yuan num prazo de três a cinco anos, à medida que as moedas digitais se tornam mais integradas no comércio e nas finanças globais. Os comentários surgem na sequência da exploração do conceito por parte de responsáveis chineses, apesar da proibição do país, em 2021, de negociação e mineração de criptomoedas.
O mercado global de stablecoins tem um valor aproximado de $315 biliões, liderado por tokens indexados ao dólar, incluindo os USDT da Tether e os USDC da Circle. Os especialistas salientaram que uma stablecoin em yuan exigiria que Pequim tornasse o renminbi totalmente conversível, embora um token em yuan offshore pudesse estar melhor alinhado com os controlos de capitais existentes do que uma stablecoin indexada à moeda onshore.
A China tem vindo a prosseguir uma estratégia de décadas para alargar o uso do renminbi a nível internacional. Em 2023, a quota do yuan nos pagamentos globais através da SWIFT, a rede internacional de mensagens bancárias amplamente utilizada, subiu de 2,1% para 4,3%. Pequim construiu também infraestruturas como o Sistema de Pagamento Interbancário Transfronteiriço (CIPS) para processar pagamentos internacionais e realizou pilotos de yuan digital transfronteiriço (e-CNY), incluindo um em Hong Kong que liga o e-CNY ao Sistema de Pagamentos Acelerados da cidade.