Taxa de sobrevivência de autorizações MiCA na UE inferior a 8%, Binance torna-se perdedora e sai do mercado da UE

O período de transição final do Regulamento dos Mercados de Criptoativos (MiCA) da UE terminou oficialmente a 1 de julho, com a entrada plena em vigor da regulamentação. Todos os prestadores de serviços de criptoativos (CASP) que operam na UE devem cumprir as regras únicas do bloco. Atualmente, apenas 244 empresas de criptomoedas obtiveram com sucesso a autorização MiCA, uma taxa de sobrevivência inferior a 8%. A Binance, por não ter obtido licença, já retirou os seus pedidos na Grécia e noutros locais, enfrentando uma redução ou saída do negócio na UE.

Estatísticas de autorização MiCA: mais de 3 mil candidaturas, 244 aprovadas, taxa de sobrevivência inferior a 8%

De acordo com dados divulgados pelo CEO da Trezor, Danny Sanders, antes da plena entrada em vigor do MiCA existiam mais de 3 mil empresas de criptomoedas a operar na Europa ao abrigo dos antigos regimes nacionais. No final, apenas 244 obtiveram autorização MiCA, uma taxa de exclusão superior a 90%.

As exchanges合规 licenciadas como Kraken, Coinbase e OKX detêm, no total, cerca de 83% do volume de negociação total na Europa. As instituições autorizadas podem operar livremente nos 30 Estados-Membros da UE através do mecanismo de «passaporte único (Passporting)» do MiCA, eliminando a necessidade de processos de candidatura país a país.

Distribuição geográfica das licenças: Alemanha lidera com 57, França e Países Baixos com 26 cada; vários países da Europa de Leste enfrentam zero autorizações

Na distribuição geográfica das 244 instituições autorizadas, os países da Europa Ocidental têm uma vantagem clara:

  • Alemanha: 57 licenças, a maior entre os Estados-Membros da UE
  • França: 26 licenças
  • Países Baixos: 26 licenças
  • Europa de Leste e pequenos mercados: a Polónia tinha quase 2 mil VASP, mas muito poucos foram aprovados; países como Polónia, Grécia e Hungria enfrentam a situação de «zero CASP autorizados»

Os três países da Europa Ocidental (Alemanha, França e Países Baixos) detêm, no conjunto, quase metade de todas as licenças, evidenciando a vantagem estrutural das grandes empresas da Europa Ocidental, com recursos de compliance suficientes, durante a transição para o MiCA.

Binance retira candidaturas: dados da Kaiko indicam impacto limitado na liquidez do mercado; pequenas e médias empresas tornam-se potenciais alvos de aquisição

A Binance, a maior instituição conhecida sem autorização MiCA, já retirou os seus pedidos em Estados-Membros como a Grécia antes do prazo, enfrentando uma redução das operações na UE ou uma saída total. O fundador da Binance, Changpeng Zhao (CZ), declarou que as candidaturas estavam quase aprovadas, mas foram bloqueadas por «forças políticas».

De acordo com a análise de dados da Kaiko, como as exchanges licenciadas e合规 já detêm cerca de 83% do volume de negociação europeu, o impacto da ausência da Binance na liquidez global do mercado europeu é relativamente limitado. Entre os milhares de pequenas e médias empresas não autorizadas, as startups locais com boa saúde financeira tornam-se potenciais alvos de aquisição por grandes instituições合规, entrando o mercado europeu de criptomoedas num período acelerado de consolidação.

Impacto direto para os utilizadores: reforço do KYC/AML, mecanismos de proteção de ativos

Para os utilizadores comuns, a plena entrada em vigor do MiCA traz mudanças diretas: reforço dos requisitos de verificação KYC (Conheça o seu Cliente) e AML (Combate ao Branqueamento de Capitais), substituindo a experiência de transação altamente anónima e sem fricções do passado por mecanismos de proteção de ativos e tratamento de reclamações mais próximos da banca tradicional. Os utilizadores de plataformas não licenciadas devem transferir os seus ativos para exchanges合规 ou carteiras de autocustódia.

Empresas como a Ripple apontam publicamente que as cláusulas do MiCA relativas à emissão de stablecoins em múltiplas jurisdições (o mesmo ativo emitido por entidades de vários Estados-Membros) — nomeadamente reservas, reembolsos e responsabilidades legais — apresentam atualmente zonas cinzentas. A Comissão Europeia lançou oficialmente em maio de 2026 uma revisão subsequente do MiCA para debater estas lacunas regulatórias que podem colocar as empresas europeias em desvantagem competitiva. As alterações específicas dependerão dos anúncios oficiais da Comissão Europeia.

Perguntas Frequentes

Com a plena entrada em vigor do MiCA, que exchanges ainda podem operar legalmente na UE?

De acordo com dados divulgados pelo CEO da Trezor, Danny Sanders, 244 empresas obtiveram com sucesso a autorização MiCA, incluindo exchanges合规 como Kraken, Coinbase e OKX, que detêm cerca de 83% do volume total de negociação na Europa. A lista específica de autorizações deve ser consultada nos anúncios oficiais da Autoridade Europeia dos Valores Mobiliários e dos Mercados (ESMA).

Qual é a situação atual do negócio da Binance na UE?

A Binance retirou os seus pedidos em Estados-Membros como a Grécia antes do fim do período de transição do MiCA, não tendo obtido autorização MiCA, enfrentando uma redução ou saída do negócio na UE. O fundador da Binance, Changpeng Zhao (CZ), declarou que as candidaturas foram bloqueadas por «forças políticas». De acordo com dados da Kaiko, o impacto da ausência da Binance na liquidez global do mercado europeu é relativamente limitado.

Que lacunas regulatórias do MiCA estão atualmente em análise?

Empresas como a Ripple apontam que as cláusulas relativas à emissão de stablecoins em múltiplas jurisdições — reservas, reembolsos e responsabilidades legais — apresentam atualmente zonas cinzentas. A Comissão Europeia lançou oficialmente em maio de 2026 uma revisão subsequente do MiCA para debater estas lacunas regulatórias. O calendário específico das alterações dependerá dos anúncios oficiais da Comissão Europeia.

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