Supremo Tribunal da Coreia do Sul avança para apreender criptomoedas por dívidas não pagas; 16 milhões de detentores enfrentam nova exposição legal

O Supremo Tribunal da Coreia do Sul publicou a 2 de julho as propostas de alterações às Regras de Execução Civil, criando um quadro padronizado para que os tribunais possam congelar e apreender criptomoedas para satisfazer dívidas civis. A consulta pública decorre até 11 de agosto, com as regras previstas para entrarem em vigor a 1 de outubro.

De acordo com o quadro, uma ordem de apreensão emitida pelo tribunal bloquearia imediatamente os devedores de transferir ativos digitais, e as trocas seriam obrigadas a entregá-los aos agentes de execução do tribunal. Os credores podem receber criptomoedas diretamente ou obter permissão para liquidá-las através de fornecedores de serviços registados. As regras abrangem tanto ativos mantidos em trocas como contas de custódia, e permitem que os agentes troquem altcoins ilíquidos por tokens mais líquidos antes de os vender. As alterações aplicam-se a um mercado onde mais de 16 milhões de pessoas, aproximadamente um terço da população da Coreia do Sul, possuem contas de criptomoedas. As carteiras de auto-custódia permanecem fora do alcance do quadro, apresentando um desafio de execução que a atual alteração não resolve totalmente.

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