Mensagem do Gate News, 17 de abril — O bilionário australiano e executivo de mineração Andrew Forrest está desafiando a Meta na Justiça, pedindo a um juiz que determine que a plataforma não pode usar as proteções da Seção 230 para evitar responsabilidade por anúncios enganosos do Facebook que usaram sua imagem para promover golpes de criptomoedas e financeiros. De acordo com a ação, milhares de anúncios pagos usaram a imagem de Forrest desde 2019, com as ferramentas de anúncios da Meta ajudando a otimizar, personalizar e distribuir o conteúdo fraudulento.
A Meta argumenta que os anunciantes criaram os anúncios, não a empresa, e que ela tomou medidas razoáveis para preservar dados relevantes. No entanto, um juiz federal encontrou uma disputa de fato sobre o papel da Meta, afirmando que, se as ferramentas de criação e otimização de anúncios da Meta ajudaram a produzir o conteúdo supostamente ilegal, as proteções da Seção 230 podem não se aplicar na fase de rejeição do pedido. O juiz permitiu que as alegações de Forrest, incluindo negligência e apropriação indevida, prosseguissem, com uma decisão esperada nas próximas semanas.
O caso faz parte de uma estratégia jurídica mais ampla para estreitar as defesas da Seção 230 mirando o design e os sistemas das plataformas, em vez de tratar as plataformas como publicadores passivos. Outros demandantes agora estão citando essa decisão em casos semelhantes envolvendo as ferramentas de anúncios da Meta, levantando preocupações de que as plataformas possam enfrentar um aumento significativo da responsabilidade por anúncios de terceiros que ajudem a otimizar ou distribuir.