O cofundador nativo Tommy Li explica a infraestrutura por trás da liquidação de stablecoins 24/7, abordando por que bancos e exchanges não conseguem fornecer liquidação contínua, apesar de serem citados como parceiros em anúncios como a adição da rede de stablecoins em junho da Mastercard. Li detalha os requisitos de capital, o arcabouço regulatório e os desafios operacionais de manter liquidez sempre ativa entre contrapartes. A explicação se concentra na dominância da Ásia nos pagamentos com stablecoins, onde Singapura, Hong Kong e Japão respondem por cerca de US$ 245 bilhões em volume sob marcos regulatórios claros, que permitem testes de liquidação transfronteiriça indisponíveis em mercados sem regras abrangentes para stablecoins.
Li afirma que a liquidação 24/7 exige liquidez profunda e execução confiável por trás de cada transação em qualquer hora. Segundo Li, stablecoins reguladas precisaram se conectar a redes de cartões e a apps de pagamento nos últimos dois anos por meio de integrações que permitem que saldos se movam pela infraestrutura de pagamento existente sem exigir reconstrução.
Li explica que bancos e exchanges, apesar de aparecerem em anúncios de parceria, não movimentam liquidez entre contrapartes fora do horário bancário. Bancos fecham quando a liquidação é mais necessária e operam com apetite de risco conservador e limitações tecnológicas. Exchanges fazem a correspondência entre compradores e vendedores, mas não tratam de verificações de conformidade, registros de liquidação e exceções operacionais necessárias para liquidação em tempo real.
A Native opera como um trust e uma provedora de serviços fiduciários e corporativos licenciada, oferecendo infraestrutura fiduciária e de tesouraria que permite aos clientes gerenciar exposição dentro de um quadro regulado. Li afirma que a empresa construiu um único sistema que integra pagamentos, liquidez e tesouraria com reconciliação e checagens de sanções no mesmo ambiente operacional que os clientes já usam.
Li especifica que fornecer liquidação contínua exige manter capital suficiente para cobrir tudo o que possa ser liquidado enquanto os bancos estiverem fechados. Em um fim de semana normal, isso representa dois dias de volume ocioso, estendendo-se para três ou quatro dias em feriados longos. Para programas transfronteiriços ativos, isso pode significar em milhões de dólares para operações menores e em dezenas de milhões para as maiores.
Li afirma que a liquidação contínua muda esse cálculo porque o dinheiro pode converter e se mover a qualquer hora, com transações chegando à finalização em segundos, permitindo que a reserva seja dimensionada pela exposição real, e não por cenários de pior caso em fins de semana.
De acordo com Li, o risco de cauda fica com o emissor da stablecoin e com seu custodiante de reservas, onde a garantia fundamental precisa ser mantida. A Native não assume risco de principal, mas fornece infraestrutura que permite que os clientes estruturem operações para que a liquidação aconteça dentro do perímetro regulatório.
Li afirma que Singapura, Hong Kong e Japão respondem por aproximadamente US$ 245 bilhões em volume de pagamentos com stablecoins. Cada jurisdição deu às stablecoins uma posição legal clara, o que Li identifica como o motivo de o volume se concentrar ali.
Li explica que esses mercados ficam fechados durante o horário de trabalho do Ocidente, tornando a liquidação always-on operacionalmente necessária quando pagamentos saem de Singapura nos fins de semana, sem um banco ocidental disponível para compensar o outro lado. As três jurisdições tratam stablecoins como instrumentos de pagamento supervisionados, auditados e resgatáveis.
Li observa que cada mercado define termos diferentes para quem pode emitir e o que qualifica como instrumento de pagamento. Hong Kong exige uma licença antecipadamente, o Japão admite moedas estrangeiras apenas após passar por um teste de reconhecimento, e Singapura criou regras em torno de moedas de uma única moeda e de reservas. Li afirma que operadores de liquidação precisam ter o instrumento correto e a permissão em cada mercado, além de converter nas fronteiras, pois moedas compensadas em Singapura não se compensam automaticamente em Tóquio.
Li identifica o fio regulatório comum como o fato de as três jurisdições exigirem que os emissores prestem contas aos reguladores, mantenham reservas completas por trás das moedas e ofereçam resgate sob demanda. Li afirma que as regras MiCA da Europa agora correm em paralelo com os marcos da Ásia, tornando o caminho Ásia-para-Europa o primeiro trecho totalmente licenciado desse tipo.
Li cita que aproximadamente 716 milhões de pessoas têm cripto, com apenas de 40 a 70 milhões usando isso em um determinado mês. Li identifica essa lacuna como o problema que ninguém resolveu, dizendo que só é solucionado quando as pessoas conseguem gastar facilmente o que possuem, com stablecoins se movendo em segundo plano.
Li afirma que remessas transfronteiriças ainda têm uma média superior a 6%, com apenas cerca de um terço dos pagamentos transfronteiriços chegando em menos de uma hora. De acordo com Li, o volume de pagamentos com stablecoins atingiu aproximadamente US$ 390 bilhões no ano passado.
Li afirma que as instituições estão prontas para usar ativos digitais, mas querem sistemas que sejam previsíveis, seguros e se encaixem nos fluxos de trabalho operacionais existentes. Li identifica a demanda se inclinando para stablecoins e ativos do mundo real tokenizados, com o desafio ainda inacabado sendo a capacidade de off-ramp durante a volatilidade do mercado, quando muito mais pessoas querem sair simultaneamente.
Que infraestrutura a Native oferece para liquidação de stablecoins?
A Native opera como um trust e uma provedora de serviços fiduciários e corporativos licenciada, oferecendo infraestrutura fiduciária e de tesouraria que integra operações de pagamentos, liquidez e tesouraria com reconciliação e checagens de sanções em um único sistema.
Por que Singapura, Hong Kong e Japão dominam os testes de liquidação com stablecoins?
Essas três jurisdições movimentam aproximadamente US$ 245 bilhões em volume de stablecoins porque cada uma deu às stablecoins uma posição legal clara como instrumentos de pagamento supervisionados, auditados e resgatáveis, criando a certeza regulatória necessária para a adoção institucional.
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