O Bangko Sentral ng Pilipinas está desenvolvendo uma estrutura de open finance que permitiria aos consumidores filipinos compartilharem com segurança históricos de transações de e-wallets e outros dados financeiros com credores por meio de APIs padronizadas. A iniciativa aborda uma lacuna em que milhões de filipinos usam plataformas de pagamento digital para contas, compras e transferências, mas essa atividade financeira permanece fragmentada entre provedores e muitas vezes não é considerada nas avaliações tradicionais de crédito. Os pagamentos digitais responderam por 57,4% das transações de pagamentos de varejo por volume em 2024, segundo dados do BSP, mas não há um sistema padronizado que permita aos consumidores transferir esse histórico financeiro mais amplo entre instituições. A estrutura busca dar aos consumidores controle sobre seus dados enquanto ajuda credores a avaliar os tomadores com mais precisão, o que pode reduzir os custos de empréstimos para quem não possui histórico bancário convencional.
Open finance funciona como um sistema de permissões que permite que empresas financeiras compartilhem dados dos consumidores com segurança quando autorizadas. Em vez de envio manual de documentos, bancos ou e-wallets transmitiriam informações selecionadas por meio de interfaces de programação de aplicativos que atuam como conectores digitais seguros, trocando dados em formatos padronizados. O sistema exige consentimento do consumidor para cada transferência de dados, com a capacidade de especificar quais informações são compartilhadas, com quais destinatários e para quais finalidades. Os consumidores podem revogar o consentimento a qualquer momento.
A estrutura vai além das contas bancárias tradicionais para abranger dinheiro eletrônico, investimentos, pensões e produtos de seguros. Esse escopo mais amplo difere dos conceitos de open banking, que normalmente se concentram apenas em contas de depósito. Registros financeiros de pagamentos de freelancers, pagamentos de contas e transações de e-wallet poderiam se tornar parte das avaliações de crédito nesse sistema, beneficiando especialmente consumidores sem relações bancárias convencionais.
O BSP começou a testar o conceito por meio de um piloto de open finance para contas de aposentadoria e investimentos pessoais (PERA). Nesse programa, clientes verificados podem autorizar um banco ou e-wallet a enviar informações existentes a um administrador de PERA. O piloto reduz a necessidade de os consumidores reenviaram repetidamente os mesmos registros ao abrir contas de aposentadoria.
O Open Finance and Consumer Data Empowerment Act of 2025 busca fornecer uma base legal para a estrutura do BSP. O projeto estava pendente no comitê da Câmara sobre bancos e intermediários financeiros em julho de 2026. A legislação proposta declara que os consumidores têm o direito de controlar o uso e o compartilhamento de seus dados financeiros.
Pelas disposições do projeto, os consumidores poderiam obter suas informações em formato portátil, estruturado e legível por máquina, gratuitamente, pelo menos uma vez a cada trimestre do calendário. Eles poderiam instruir empresas que detêm seus registros a transferirem com segurança cópias para destinatários credenciados pelo BSP. A medida inclui disposições para os consumidores revogarem o consentimento, solicitarem correção de informações imprecisas e solicitarem exclusão quando aplicável. As empresas financeiras manteriam registros quando exigido por leis bancárias, fiscais, de combate à lavagem de dinheiro e outras.
As empresas financeiras abrangidas teriam de desenvolver APIs seguras e fornecer painéis digitais onde os consumidores possam gerenciar permissões e ver quais empresas credenciadas acessaram seus dados. O projeto de lei precisa ser aprovado nas duas Casas do Congresso e sancionado como lei antes que essas disposições se tornem aplicáveis.
O que é open finance e como funciona nas Filipinas?
Open finance é um sistema baseado em permissões que permite que empresas financeiras compartilhem dados dos consumidores com segurança por meio de interfaces de programação de aplicativos quando autorizado pelo consumidor. O Bangko Sentral ng Pilipinas está desenvolvendo uma estrutura em que os consumidores podem instruir bancos ou e-wallets a transferirem informações financeiras selecionadas a destinatários credenciados pelo BSP em formatos digitais padronizados, com a capacidade de controlar quais dados são compartilhados e revogar o consentimento a qualquer momento.
Quais dados financeiros os consumidores poderiam compartilhar sob a estrutura proposta?
A estrutura abrange registros de contas bancárias, e-wallets, investimentos, pensões e produtos de seguros. Isso inclui históricos de transações, padrões de pagamento, dados de fluxo de caixa e registros de pagamento de contas que atualmente existem em várias plataformas financeiras, mas não são facilmente portáteis entre instituições.
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