De acordo com a Reuters, os ataques com drones ucranianos têm danificado, nas últimas semanas, instalações russas de refinação de petróleo, criando graves faltas de combustível no país. A Rússia, tradicionalmente um grande exportador de gasolina e gasóleo, começou a importar combustível para responder à procura interna. O país já importou pelo menos 60.000 toneladas de gasolina da Índia e pretende aumentar as importações mensais para 400.000 toneladas provenientes da Bielorrússia — o equivalente a 12% da procura mensal de gasolina da Rússia.
Entretanto, a Saudi Aramco anunciou uma redução de 11 dólares no preço das exportações de crude para a Ásia em agosto, o maior corte em 26 anos. A empresa eliminou o seu habitual prémio de 9,5 dólares sobre o crude de Omã e Dubai, ao mesmo tempo que acrescentou um desconto adicional de 1,5 dólares. O efeito combinado reduz os custos de aquisição de crude para refinarias asiáticas num momento em que as margens de refinação estão a alargar-se devido à escassez de combustível a nível global.