Bancos estrangeiros atribuem a queda do KOSPI à realização de mais-valias e às liquidações alavancadas

Os bancos de investimento estrangeiros, incluindo Goldman Sachs e JP Morgan, atribuíram a recente queda do KOSPI à realização de lucros após uma recuperação de curto prazo e à liquidação forçada de investimentos alavancados, segundo um relatório publicado a 14 de maio pelo Korea Financial Center. O relatório, intitulado “Overseas Perspectives on Recent Domestic Stock Price Volatility Expansion”, referiu que a avaliação predominante encara a recente queda do preço das ações como um ajustamento após os ganhos de curto prazo do mercado e o reequilíbrio global de portfólios, em vez de um dano aos fundamentos económicos e corporativos internos. A Goldman Sachs analisou a 13 de maio que a queda de quase 9% do KOSPI foi fortemente caracterizada pela liquidação forçada de produtos alavancados e pelo desfecho de posições impulsionado pelo sentimento do mercado, e não por problemas nas próprias empresas, como a deterioração do desempenho no sector dos semicondutores. A análise surge num contexto de maior volatilidade nas ações sul-coreanas, após ganhos concentrados nas ações de semicondutores.

Goldman Sachs atribui a queda do KOSPI a 13 de maio a liquidações de produtos alavancados

A Goldman Sachs afirmou a 13 de maio que a queda de quase 9% do KOSPI não se deveu à deterioração do desempenho do sector dos semicondutores nem a questões corporativas, mas foi fortemente caracterizada pela liquidação forçada de produtos alavancados e pelo desfecho de posições impulsionado pelo sentimento do mercado. O relatório do Korea Financial Center transmitiu que a avaliação predominante entre os bancos de investimento estrangeiros vê a recente queda do preço das ações como um ajustamento após as recuperações de curto prazo do mercado e o reequilíbrio global de portfólios, em vez de um dano aos fundamentos económicos e corporativos internos.

JP Morgan alerta que ETFs alavancados amplificam a volatilidade apesar de avaliações atrativas

A JP Morgan avaliou que, no geral, as valorizações do mercado de ações sul-coreano continuam atrativas face às ações dos mercados emergentes e dos mercados desenvolvidos. Ainda assim, a JP Morgan apontou que a concentração num pequeno número de ações de semicondutores, como Samsung Electronics e SK Hynix, juntamente com a expansão do investimento alavancado de retalho, constitui fatores de vulnerabilidade do mercado. A JP Morgan afirmou que os fundos negociados em bolsa (ETFs) alavancados podem causar riscos de sobreaquecimento em direções tanto ascendentes como descendentes, ao amplificar a volatilidade de curto prazo sem afetar os fundamentos.

Bancos de investimento mantêm perspetiva positiva para o sector dos semicondutores

No que respeita à perspetiva do sector dos semicondutores, a visão predominante é de que ainda é cedo para se preocupar com uma desaceleração do sector, tendo em conta a forte procura, o aumento dos preços da memória no segundo semestre e a expansão dos contratos de oferta de semicondutores de longo prazo, apesar dos ajustamentos recentes nos preços das ações. A Bloomberg previu que o impulso ascendente liderado por semicondutores continuará apesar da queda recente, considerando a forte procura por semicondutores e as condições de oferta apertadas. A Goldman Sachs avaliou igualmente que o próprio ciclo dos semicondutores permanece sólido.

FAQ

O que disse a Goldman Sachs ter causado a queda do KOSPI a 13 de maio?
A Goldman Sachs afirmou a 13 de maio que a queda de quase 9% do KOSPI foi fortemente caracterizada pela liquidação forçada de produtos alavancados e pelo desfecho de posições impulsionado pelo sentimento do mercado, e não por problemas nas próprias empresas, como a deterioração do desempenho no sector dos semicondutores.

Que riscos é que a JP Morgan identificou no mercado de ações da Coreia?
A JP Morgan apontou que a concentração num pequeno número de ações de semicondutores, como Samsung Electronics e SK Hynix, juntamente com a expansão do investimento alavancado de retalho, constitui fatores de vulnerabilidade do mercado. A JP Morgan afirmou que os ETFs alavancados podem causar riscos de sobreaquecimento em direções tanto ascendentes como descendentes, ao amplificar a volatilidade de curto prazo sem afetar os fundamentos.

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